Curiosidades - Informações
A hora dos bebês
SANTUÁRIO DE SOROCABA
Só tem que falar “Guga, aqui está Sofia”, que ele vem correndo de qualquer lugar do recinto ou da cerca para ver a sua filha. A mãe no início a ignora, depois tenta vê-la à distância, porém não quer compromisso. “Nesse casal os sexos estão invertidos”, uma tratadora me falou, “Guga devia ser a mãe e a Samantha o pai.”
Quando mostramos a Sofia pelo vidro, Guga a beija e a observa em detalhe, quer pegá-la e brincar com ela. Emílio, que no início, em um descuido meu, quis pegá-la no primeiro dia pensando que era boneca, agora a observa com carinho. Cláudio, que cospe em todos que não conhece, não cospe nela.
Sofia vai se integrando ao seu grupo à distância, já que vive na casa, a poucos metros onde eles dormem e brincam. Durante o dia quando ela acorda pedindo a mamadeira, eles a escutam e ficam preocupados quando demoramos em atender os reclamos dela.
A rotina do Santuário mudou com a chegada de Sofia, já que todos, em algum momento durante a semana, de dia ou de noite, tem que ser babás, e ajudar a babá Daniela, que é quem toma conta dela a maior parte do tempo.
No outro lado do Santuário, Bia e Belinha, as duas macacas-aranhas de cara vermelha, nascidas com menos de duas semanas de diferença, hoje com 6 meses de idade, já brincam juntas no recinto, comem algumas frutas, mas não dispensam a mamadeira de 4 a 5 vezes por dia. A babá dela, que é praticamente sua mãe adotiva, a Dra. Camila, acompanha o desenvolvimento, e já teve que passar finais de semanas cuidando de ambas, quando eram recém-nascidas. Bia é filha de Nica e Bill, e Belinha de Teca e Bill. Ambas mães abandonaram os bebês; foram encontradas na grama do recinto pouco depois do nascimento.
Os últimos primatas que criamos no Santuário foram Billy Jr. e Carol, e já se passaram mais de 5 anos. Os chimpanzés que nasceram nesses anos, todos estão com as mães e pais, morando com a família.
Voltamos a comprar fraldas, Sofia usa por enquanto de recém-nascido, tem 3 semanas de vida, e Bia e Belinha usam P, e a cada dia são mais independentes. Nos próximos meses tentaremos reintegrá-las à sua família. Sofia está começando um longo caminho, até ser independente e esperta, para voltar para o seu verdadeiro habitat com seu pai, mãe, tios e tias que ensinarão tudo o que ela deve aprender da vida no Santuário.
Dr. Pedro A Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional
Só tem que falar “Guga, aqui está Sofia”, que ele vem correndo de qualquer lugar do recinto ou da cerca para ver a sua filha. A mãe no início a ignora, depois tenta vê-la à distância, porém não quer compromisso. “Nesse casal os sexos estão invertidos”, uma tratadora me falou, “Guga devia ser a mãe e a Samantha o pai.”
Quando mostramos a Sofia pelo vidro, Guga a beija e a observa em detalhe, quer pegá-la e brincar com ela. Emílio, que no início, em um descuido meu, quis pegá-la no primeiro dia pensando que era boneca, agora a observa com carinho. Cláudio, que cospe em todos que não conhece, não cospe nela.
Sofia vai se integrando ao seu grupo à distância, já que vive na casa, a poucos metros onde eles dormem e brincam. Durante o dia quando ela acorda pedindo a mamadeira, eles a escutam e ficam preocupados quando demoramos em atender os reclamos dela.
A rotina do Santuário mudou com a chegada de Sofia, já que todos, em algum momento durante a semana, de dia ou de noite, tem que ser babás, e ajudar a babá Daniela, que é quem toma conta dela a maior parte do tempo.
No outro lado do Santuário, Bia e Belinha, as duas macacas-aranhas de cara vermelha, nascidas com menos de duas semanas de diferença, hoje com 6 meses de idade, já brincam juntas no recinto, comem algumas frutas, mas não dispensam a mamadeira de 4 a 5 vezes por dia. A babá dela, que é praticamente sua mãe adotiva, a Dra. Camila, acompanha o desenvolvimento, e já teve que passar finais de semanas cuidando de ambas, quando eram recém-nascidas. Bia é filha de Nica e Bill, e Belinha de Teca e Bill. Ambas mães abandonaram os bebês; foram encontradas na grama do recinto pouco depois do nascimento.
Os últimos primatas que criamos no Santuário foram Billy Jr. e Carol, e já se passaram mais de 5 anos. Os chimpanzés que nasceram nesses anos, todos estão com as mães e pais, morando com a família.
Voltamos a comprar fraldas, Sofia usa por enquanto de recém-nascido, tem 3 semanas de vida, e Bia e Belinha usam P, e a cada dia são mais independentes. Nos próximos meses tentaremos reintegrá-las à sua família. Sofia está começando um longo caminho, até ser independente e esperta, para voltar para o seu verdadeiro habitat com seu pai, mãe, tios e tias que ensinarão tudo o que ela deve aprender da vida no Santuário.
Dr. Pedro A Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional



